Não somos nada. Não somos ninguém... devemos olhar a vida de frente, vive-la da forma que gostamos, da forma que nos sentimos melhor, jamais criticar o outro, por isto ou aquilo banalmente. Cada um de nós é um ser individual, com gostos muitos pessoais, peculiares ou mesmo extravagantes que sejam mas são unicamente nossos e de mais ninguém. Olhemos para nós, para dentro do nosso ser e sejamos nós próprios sem gastar tempo e animo a ver e criticar os pseudo-defeitos dos outros ao invés de assumir que também nós temos defeitos como todos os outros. Eu sou o que sou, sou quem sou, apenas uma mulher que aqui se espelha, que gosta de tudo o que aqui fixa e se assume assim, tal e qual como é e como se sente. Eu sou isto, eu sou o que aqui lêem, tudo o que aqui vêem e tudo o que aqui ouvem. E sou ainda muito mais... Mas este espaço só é digno de alguns... Só é digno de quem se olha no espelho , reconhece os seus defeitos e sabe respeitar os outros... Boa Viagem!


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Soneto do Escuro





Amor, tenho saudades de outra vida
feita só de mil dias transparentes:
Não te esqueças de mim se vires perdida
esta voz nas palavas mais ausentes.


Porque é perto da morte que escrevemos,
cada verso contém uma ameaça:
e a ternura maior que nos dizemos
é feita de penumbra fria e baça.


Se a voz se dá no verso e na medida
é o medo, meu amor, mais que vontade:
o verso nada pode contra a vida;


sabê-lo é a nossa a nossa liberdade.

É o medo que nos versos esconjuro,
como riso vibrando no escuro!

Luis Filipe Castro Mendes in «366 poemas que falam de amor»
Antologia organizada por Vasco Graça Moura,

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