Não somos nada. Não somos ninguém... devemos olhar a vida de frente, vive-la da forma que gostamos, da forma que nos sentimos melhor, jamais criticar o outro, por isto ou aquilo banalmente. Cada um de nós é um ser individual, com gostos muitos pessoais, peculiares ou mesmo extravagantes que sejam mas são unicamente nossos e de mais ninguém. Olhemos para nós, para dentro do nosso ser e sejamos nós próprios sem gastar tempo e animo a ver e criticar os pseudo-defeitos dos outros ao invés de assumir que também nós temos defeitos como todos os outros. Eu sou o que sou, sou quem sou, apenas uma mulher que aqui se espelha, que gosta de tudo o que aqui fixa e se assume assim, tal e qual como é e como se sente. Eu sou isto, eu sou o que aqui lêem, tudo o que aqui vêem e tudo o que aqui ouvem. E sou ainda muito mais... Mas este espaço só é digno de alguns... Só é digno de quem se olha no espelho , reconhece os seus defeitos e sabe respeitar os outros... Boa Viagem!


domingo, 13 de novembro de 2011

Bailarina Alada









Recordo os gestos em suaves e delicados passos executados com amor e paixão... enquanto dançava o mundo desvanecia...

A música penetrava a alma percorrendo todo o corpo que em extase executava coreografias jamais inventadas em passos desconhecidos.
Como uma suave carícia calçava os pés de rosa cetim e voava, enlevada pela música entregava-me a um ritual de paixão e desejo num mundo só meu e onde jamais permiti a entrada de ninguém... era apenas uma menina..




A menina bailarina de asas nos pés cresceu, foi obrigada a crescer e a aprender que a vida é feita de escolhas, escolhas que podem mudar toda uma vida... e escolheu... descalçou as asas dos pés e de pés bem assentes na terra caminhou firmemente pelo percurso escolhido... triste claro... saudosa da música que lhe enchia a alma, saudosa dos passoas inventados, saudosa desse mundo só dela...

Outro mundo esperava e contava com ela, mundo que também amava incondicionalmente e ao qual se entregou igualmente de coração e para ele passou a viver nunca esquecendo a música e em sonhos perpetuou passos inventados com amor e loucura.


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