Não somos nada. Não somos ninguém... devemos olhar a vida de frente, vive-la da forma que gostamos, da forma que nos sentimos melhor, jamais criticar o outro, por isto ou aquilo banalmente. Cada um de nós é um ser individual, com gostos muitos pessoais, peculiares ou mesmo extravagantes que sejam mas são unicamente nossos e de mais ninguém. Olhemos para nós, para dentro do nosso ser e sejamos nós próprios sem gastar tempo e animo a ver e criticar os pseudo-defeitos dos outros ao invés de assumir que também nós temos defeitos como todos os outros. Eu sou o que sou, sou quem sou, apenas uma mulher que aqui se espelha, que gosta de tudo o que aqui fixa e se assume assim, tal e qual como é e como se sente. Eu sou isto, eu sou o que aqui lêem, tudo o que aqui vêem e tudo o que aqui ouvem. E sou ainda muito mais... Mas este espaço só é digno de alguns... Só é digno de quem se olha no espelho , reconhece os seus defeitos e sabe respeitar os outros... Boa Viagem!


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Reinvenção






As horas passam... os minutos ... os segundos... os dias sucedem-se... os meses seguem os seu curso e desvanecem-se num ano... o diagnostico mantém-se em suspense e os devastadores efeitos dos duros tratamentos mantêm-se, prolongam-se sem se apagarem no tempo.

De um momento para o outro a linha da vida fica suspensa num limbo de impossíveis, de “ses”, de “mas”, de tentativas, de experiencias e de longas esperas. Tentamos, experimentamos e esperamos algo... esperamos...

A ansiedade cresce, a esperança dança entre uma ou outra palavra dita numa nuvem negra de termos eloquentes. Aprendem-se nomenclaturas desconhecidas que com o tempo passamos a discursar com a facilidade de verdadeiros sábios.

Somos transportados para todo um novo mundo a que de repente chamamos quase de casa, chamamos quase de lar, um lugar onde encontramos novo alento num labirinto imenso de novas caras, cheiros que reconhecemos, sons familiares, texturas que nos bastam de aconchego quase com ternura.

Existe um local dentro de mim onde encontro alguma paz, alguma calma e onde adormeço os sentidos e a consciencia abranda...

O que se vive passou agora para uma nova dimensão, renascemos numa mesma pele e reinventamo-nos num mesmo eu, somos apenas o que somos e nem nós mesmos podemos dominar essa força, desdobramo-nos em energia e vontade que desconheciamos conter, agarramos o mundo inteiro numa gota apenas e somos um pequenino grão de areia num imenso deserto ou uma grande e brilhante estrela num universo por inventar.

Inventores de nós mesmos, abraçamos um novo dia que desponta cada manhã, que olhamos de frente com um novo mesmo olhar, enfrentamos o mundo que nos pesa, que nos olha com piedade, que nos discrimina, que nos afasta, mundo ao qual viramos as costas disfarçando o seu pesar.

Estendemos a mão á vida que continua a correr vertiginosamente, como se de um filme se tratasse, sem descansar tentando acompanhá-la, sorrimos esquecendo o que vamos deixando pelo caminho guardando no coração o maior e na alma o melhor.

Na realidade reconhecemos apenas o amor, sentimento maior e verdadeiro que alcançamos e acarinhamos sobrepondo-nos ao mal maior, somos herois invisiveis e sobreviventes de uma luta contra a ceifa a qual nos recusamos acompanhar.

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