Não somos nada. Não somos ninguém... devemos olhar a vida de frente, vive-la da forma que gostamos, da forma que nos sentimos melhor, jamais criticar o outro, por isto ou aquilo banalmente. Cada um de nós é um ser individual, com gostos muitos pessoais, peculiares ou mesmo extravagantes que sejam mas são unicamente nossos e de mais ninguém. Olhemos para nós, para dentro do nosso ser e sejamos nós próprios sem gastar tempo e animo a ver e criticar os pseudo-defeitos dos outros ao invés de assumir que também nós temos defeitos como todos os outros. Eu sou o que sou, sou quem sou, apenas uma mulher que aqui se espelha, que gosta de tudo o que aqui fixa e se assume assim, tal e qual como é e como se sente. Eu sou isto, eu sou o que aqui lêem, tudo o que aqui vêem e tudo o que aqui ouvem. E sou ainda muito mais... Mas este espaço só é digno de alguns... Só é digno de quem se olha no espelho , reconhece os seus defeitos e sabe respeitar os outros... Boa Viagem!


sábado, 29 de outubro de 2011

Esta Manhã Encontrei o Teu Nome






Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.

No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida

foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama

e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.


Maria do Rosário Pedreira

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