Não somos nada. Não somos ninguém... devemos olhar a vida de frente, vive-la da forma que gostamos, da forma que nos sentimos melhor, jamais criticar o outro, por isto ou aquilo banalmente. Cada um de nós é um ser individual, com gostos muitos pessoais, peculiares ou mesmo extravagantes que sejam mas são unicamente nossos e de mais ninguém. Olhemos para nós, para dentro do nosso ser e sejamos nós próprios sem gastar tempo e animo a ver e criticar os pseudo-defeitos dos outros ao invés de assumir que também nós temos defeitos como todos os outros. Eu sou o que sou, sou quem sou, apenas uma mulher que aqui se espelha, que gosta de tudo o que aqui fixa e se assume assim, tal e qual como é e como se sente. Eu sou isto, eu sou o que aqui lêem, tudo o que aqui vêem e tudo o que aqui ouvem. E sou ainda muito mais... Mas este espaço só é digno de alguns... Só é digno de quem se olha no espelho , reconhece os seus defeitos e sabe respeitar os outros... Boa Viagem!


domingo, 11 de dezembro de 2011

O Profeta





" Quando o amor vier ter convosco, recebai-o.

Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.

Quando as suas asas vos envolverem,
abraçai-o, embora a espada oculta sob suas asas vos possa ferir.

E quando ele falar convosco, acreditai,
Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento devasta o jardim.

Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará.

Assim como é para o vosso crescimento, também é para a vossa decadência.

Mesmo que ele suba até vós e acaricie seus mais tenros ramos que tremem ao sol,
Também até suas raízes ele descerá. E as sacudirá, enquanto elas se agarram a terra.

Como molhos de trigo ele vos junta a si. Vos apanha para vos pôr a nu.

Vos peneira para vos libertar das impurezas,
E vos mói até a alvura.

Vos amassa até vos tornardes moldáveis;

E depois vos entrega ao seu fogo sagrado, para que vos torneis pão sagrado,
Para a sagrada festa de Deus.

Todas estas coisas vos fará o amor até que conheçais os segredos do vosso coração,
E com esse conhecimento, vos tomeis um fragmento do coração da vida.

Mas, se receosos procurardes somente a paz do amor e o prazer do amor,
Então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor.

Saiais para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso.
E chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas.

O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si.

O amor não possui nem é possuído;
Pois o amor basta-se a si próprio.

Quando amardes não deveis dizer: "Deus está no meu coração",
Mas antes, "Eu estou no coração de Deus".

E não pensais que podeis alterar o rumo do amor,
Pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso.

O amor não tem outro desejo, que não seja de preencher a si próprio.

Mas se amardes e tiverdes desejos, que sejam esses os vossos desejos:
Fundir-se. E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite.

Amai e amai sempre. Para conhecer a dor de tanta ternura,
E ser ferido pela vossa própria compreensão do amor.

Amai para sangrar com vontade, e alegremente.

Amai para despertar de madrugada com um coração alado,
E dar graças a Deus por mais um dia."

Sobre O Amor (khalil Gibran in O Profeta)



Sinopse:

O Profeta é um livro de rara beleza. Gibran, esse grande escritor do Líbano, deixa fluir através

de seus escritos a maviosa sabedoria do Oriente, produto da terra de profetas e de religiões.

O livro contêm a essência da sabedoria aplicada à nossa vida diária,
num estilo fascinante! A beleza de suas parábolas, a poética
musicalidade, a profudeza de seus conceitos, são como um

bálsamo às almas cansadas. Os
temas tratados são de interesse universal: o casamento, o amor, a
religião, a liberdade, os filhos, o trabalho, a morte e outros
relacionados com a vida humana.

O Profeta começa com a chegada do navio que deveria reconduzir Al
Mustafá à sua terra natal. Do alto do monte ele o vê por entre as
brumas e a sua imensa alegria se mistura à grande tristeza de deixar a
cidade de Orphalese. E quando entrou na cidade o povo inteiro o
recebeu chamando o seu nome em altas vozes, passando de boca em
boca, que vira o seu navio no mar. E os anciãos lhe pediram, não nos
deixes ainda... Al Mustafá se dirige à praça do mercado, e todos um a
um vão lhe pedindo para ficar. E pediram-lhe para os ensinar ainda e
ele começou dizendo: Povo de Orphalese, o que poderia lhes falar senão
do que está agora movendo dentro de vossas almas?

E assim vai descortinando a beleza das idéias sobre os filhos, a
dádiva, a religião, o prazer, o amor, o trabalho e muito mais. Em O
Profeta cada idéia se revestindo de uma imagem transforma-se em
parábola, envolvendo o livro numa atmosfera de enlevo e
encantamento, marcada pela melodia das frases.

Khalil Gibran nos convida a nos tornarmos pessoas verdadeiras, dignas
de sermos chamadas filhas do Altíssimo! Ele coloca a própria alma
sensível nessa obra, fazendo o reencontro do homem com o que ele tem de
melhor em si mesmo.

Sem comentários: