« Vem cá, meu gato, aqui no meu regaço;
Guarda essas garras devagar,
E nos teus belos olhos de ágata e aço
Deixa-me aos poucos mergulhar.
Guarda essas garras devagar,
E nos teus belos olhos de ágata e aço
Deixa-me aos poucos mergulhar.
Quando meus dedos cobrem de carícias
Tua cabeça e o dócil torso,
E minha mão se embriaga nas delícias
De afagar-te o elétrico dorso,
Tua cabeça e o dócil torso,
E minha mão se embriaga nas delícias
De afagar-te o elétrico dorso,
Em sonho a vejo. Seu olhar, profundo
Como o teu, amável felino,
Como o teu, amável felino,
Qual dardo dilacera e fere fundo,
E, dos pés a cabeca, um fino
Ar sutil, um perfume que envenena
Ar sutil, um perfume que envenena
Envolvem-lhe a carne morena. »
Charles Baudelaire

2 comentários:
Está com ar de senhor. :-))
Festinhas no Simão, por mim.
O Simão É um senhor e a minha companhia 24 horas por dia, nunca sai de perto de mim... falo-lhe muito do seu dono e, claro que lhe dou muitas festinhas, tuas e minhas.
Beijo Doce*
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