(ainda me deves este fime...)
Retalhos da Vida. Passado, Presente e Futuro. Uma Vida a Dois Como Tantas Outras, Mas Especial Porque é a Nossa. Com Imagens de Locais Que Nos Tocam a Alma, Músicas Que Fazem a Nossa Estória, Poesia Que Nos Toca o Coração, Prosa Que Escrevo e Transformo Sentimentos Em Palavras Sublimes. Uma Vida Umas Vezes Comum, Outras Como Uma Estória Repleta de Anjos, Unicórnios Alados, Fantasmas, Demónios, Guerreiros, Bruxas e Grandes Heróis. Uma Vida Repleta de Poesia, Amor, Carinho e Ternura Eternos.
Não somos nada. Não somos ninguém... devemos olhar a vida de frente, vive-la da forma que gostamos, da forma que nos sentimos melhor, jamais criticar o outro, por isto ou aquilo banalmente. Cada um de nós é um ser individual, com gostos muitos pessoais, peculiares ou mesmo extravagantes que sejam mas são unicamente nossos e de mais ninguém. Olhemos para nós, para dentro do nosso ser e sejamos nós próprios sem gastar tempo e animo a ver e criticar os pseudo-defeitos dos outros ao invés de assumir que também nós temos defeitos como todos os outros. Eu sou o que sou, sou quem sou, apenas uma mulher que aqui se espelha, que gosta de tudo o que aqui fixa e se assume assim, tal e qual como é e como se sente. Eu sou isto, eu sou o que aqui lêem, tudo o que aqui vêem e tudo o que aqui ouvem. E sou ainda muito mais... Mas este espaço só é digno de alguns... Só é digno de quem se olha no espelho , reconhece os seus defeitos e sabe respeitar os outros... Boa Viagem!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Da Minha Alma (a eleita)
Sophia de Mello Breyner Andresen
Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Chamo-Te
Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só de Teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que não quero ver.
Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o Teu reino antes do tempo venha
E se derrame sobre a Terra
Em Primavera feroz precipitado.
Terror De Te Amar
Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa
As Imagens Transbordam
As imagens transbordam fugitivas
E estamos nus em frente às coisas vivas.
Que presença jamais pode cumprir
O impulso que há em nós, interminável,
De tudo ser e em cada flor florir?
Assim o Amor
Espantado meu olhar com teus cabelos
Espantado meu olhar com teus cavalos
E grandes praias fluidas avenidas
Tardes que oscilam demoradas
E um confuso rumor de obscuras vidas
E o tempo sentado no limiar dos campos
Com seu fuso sua faca e seus novelos
Em vão busquei eterna luz precisa
Para Atravessar Contigo o Deserto do Mundo
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
"Se"
Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.
Um dia
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Louca
«...Corpos abraçando o chão
Louca me mordendo a carne
Me trincando os dentes
Me roendo as forças
Me fazendo escravo...»
Louca me mordendo a carne
Me trincando os dentes
Me roendo as forças
Me fazendo escravo...»
terça-feira, 30 de agosto de 2011
"Desta Vida" (para recordares...)
Parada na orla do bosque seguia com o olhar a tua silhueta enquanto caminhavas embrenhando-te rumo á escuridão densa do arvoredo... não te impedindo de prosseguir deixei-te á mercê das mais ignóbeis criaturas ferozes e selvagens que povoavam a escuridão premeditando a emboscada que lhes permitia saciar a sede básica de carne e de sangue, tendo como troféu apenas o teu corpo...
Imóvel, fria, o coração parou deixando de bombear o sangue que me aquecia. O torpor que se apodereou do meu corpo consumia também a minha alma. Baixei o rosto, fechei os olhos, grossas lágrimas emergiam do mais profundo que havia em mim deixando extrapolar toda a minha dor.
Passaram horas e a elas seguiram-se dias, semanas, meses... não sei quanto tempo fiquei esquecida do mundo, quanto tempo fiquei esquecida de mim mesma, apenas presa á lembrança da tua imagem...
Na imensidão daquele limbo perdido em que me afogava teimava em querer á força cortar com as mãos a corrente que me ancorava á solidão. Num último fôlego senti que todas as forças me abandonavam, ergui os braços, olhei em direcção á Luz, soltando num soluço o grito de dor que me abafava a voz pronunciei o nome da única ajuda que possuía, da única mão que poderia guiar os meus passos e devolver-me os sentidos...
O tempo parou... fechei os olhos... o calor tomou conta do meu corpo, aos poucos, num ritmo crescente ventriculos e auriculas bombearam novamente acordando os sentidos e trazendo á lembrança o significado desta vida. Elevei-me acima do solo... emergi da escuridão cortando as amarravas que me prendiam á inanimação e me toldavam os sentidos.
Alada novamente elevei-me acima das copas das árvores que adensavam os bosques, sobrevoeei a escuridão e num vôo rasante acolhi-te ferido e magoado.
Num abraço e sem ofereceres resistência aninhaste-te junto a mim, envolvi-te com as minhas asas, recebi-te no meu seio e olhei-te no olhos.Não parti... não sem ti meu Anjo de Asas Quebradas! Sim já expiaste o suficiente... as asas essas serão sempre tuas... mas não aqui!
Juntos voámos, amámo-nos... relembraste então o doce sabor de voar, de te elevares acima de tudo.
Desta vida quero apenas não esquecer o que me trouxe aqui. Jamais partirei sem ti!
http://nasasasdoarcanjo.blogspot.com/2007/05/desta-vida.html
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
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