Retalhos da Vida. Passado, Presente e Futuro. Uma Vida a Dois Como Tantas Outras, Mas Especial Porque é a Nossa. Com Imagens de Locais Que Nos Tocam a Alma, Músicas Que Fazem a Nossa Estória, Poesia Que Nos Toca o Coração, Prosa Que Escrevo e Transformo Sentimentos Em Palavras Sublimes. Uma Vida Umas Vezes Comum, Outras Como Uma Estória Repleta de Anjos, Unicórnios Alados, Fantasmas, Demónios, Guerreiros, Bruxas e Grandes Heróis. Uma Vida Repleta de Poesia, Amor, Carinho e Ternura Eternos.
Não somos nada. Não somos ninguém... devemos olhar a vida de frente, vive-la da forma que gostamos, da forma que nos sentimos melhor, jamais criticar o outro, por isto ou aquilo banalmente. Cada um de nós é um ser individual, com gostos muitos pessoais, peculiares ou mesmo extravagantes que sejam mas são unicamente nossos e de mais ninguém. Olhemos para nós, para dentro do nosso ser e sejamos nós próprios sem gastar tempo e animo a ver e criticar os pseudo-defeitos dos outros ao invés de assumir que também nós temos defeitos como todos os outros. Eu sou o que sou, sou quem sou, apenas uma mulher que aqui se espelha, que gosta de tudo o que aqui fixa e se assume assim, tal e qual como é e como se sente. Eu sou isto, eu sou o que aqui lêem, tudo o que aqui vêem e tudo o que aqui ouvem. E sou ainda muito mais... Mas este espaço só é digno de alguns... Só é digno de quem se olha no espelho , reconhece os seus defeitos e sabe respeitar os outros... Boa Viagem!
domingo, 4 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Por Arriesgarnos...
Por arriesgarlo todo amor
Por liberarnos y crecer
Por aventarnos y volar
Por eso y este gran amor
Y tu eres una bendicion
Por todo lo que es mi verdad
Y porque ahora somos dos
Las almas se pueden juntar
Y los espiritus bailar
Jugando a nuestro alrededor
Amemonos despacio sin excusas
Que tu y yo quisimos
Ven detras de mi
No queda nada mas que amarte
Y si en todo apareces tu
No queda nada mas que amarte
Nada mas que amarte
Amemonos despacio sin excusas
Que tu y yo quisimos
Ven detras de mi
El alma estalla en mil pedazos
Si tu estas conmigo, amemomos
Y de tu mano aprendere
Que mis sentidos sean tu voz
A darte fuerza y no caer
A que mi hogar sea tu piel
Ya que tu vida es mi razon
Amemonos despacio sin excusas
Que tu y yo quisimos
Ven detras de mi
No queda nada mas que amarte
Y si en todo apareces tu
No queda nada mas que amarte
Nada mas que amarte
Amemonos despacio sin excusas
Que tu y yo quisimos
Ven detras de mi
El alma estalla en mil pedazos
Si tu estas conmigo, amemomos
Por intentarlo todo amor
Por liberarnos....
Prícipe
Era de noite quando eu bati à tua porta
e na escuridão da tua casa tu vieste abrir
e não me conheceste.
Era de noite
são mil e umas
as noites em que bato à tua porta
e tu vens abrir
e não me reconheces
porque eu jamais bato à tua porta.
Contudo
quando eu batia à tua porta
e tu vieste abrir
os teus olhos de repente
viram-me
pela primeira vez
como sempre de cada vez é a primeira
a derradeira
instância do momento de eu surgir
e tu veres-me.
Era de noite quando eu bati à tua porta
e tu vieste abrir
e viste-me
como um náufrago sussurrando qualquer coisa
que ninguém compreendeu.
Mas era de noite
e por isso
tu soubeste que era eu
e vieste abrir-te
na escuridão da tua casa.
Ah era de noite
e de súbito tudo era apenas
lábios pálpebras intumescências
cobrindo o corpo de flutuantes volteios
de palpitações trémulas adejando pelo rosto.
Beijava os teus olhos por dentro
beijava os teus olhos pensados
beijava-te pensando
e estendia a mão sobre o meu pensamento
corria para ti
minha praia jamais alcançada
impossibilidade desejada
de apenas poder pensar-te.
São mil e umas
as noites em que não bato à tua porta
e vens abrir-me
e na escuridão da tua casa tu vieste abrir
e não me conheceste.
Era de noite
são mil e umas
as noites em que bato à tua porta
e tu vens abrir
e não me reconheces
porque eu jamais bato à tua porta.
Contudo
quando eu batia à tua porta
e tu vieste abrir
os teus olhos de repente
viram-me
pela primeira vez
como sempre de cada vez é a primeira
a derradeira
instância do momento de eu surgir
e tu veres-me.
Era de noite quando eu bati à tua porta
e tu vieste abrir
e viste-me
como um náufrago sussurrando qualquer coisa
que ninguém compreendeu.
Mas era de noite
e por isso
tu soubeste que era eu
e vieste abrir-te
na escuridão da tua casa.
Ah era de noite
e de súbito tudo era apenas
lábios pálpebras intumescências
cobrindo o corpo de flutuantes volteios
de palpitações trémulas adejando pelo rosto.
Beijava os teus olhos por dentro
beijava os teus olhos pensados
beijava-te pensando
e estendia a mão sobre o meu pensamento
corria para ti
minha praia jamais alcançada
impossibilidade desejada
de apenas poder pensar-te.
São mil e umas
as noites em que não bato à tua porta
e vens abrir-me
Ana Hatherly, in "Um Calculador de Improbabilidades"
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Aquarela
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)
O Principezinho :-)
Sinopse
Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.
O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direcções. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Ela é Demais...
Ela tem um jeito lindo
De me olhar nos olhos
Me despertando sonhos
Loucuras de amor
Ela tem um jeito doce
De tocar meu corpo
Que me deixa louco
Um louco sonhador...
Ela sabe me prender
Como ninguém
Tem seus mistérios
Sabe se fazer
Como ninguém
Meu caso sério...
Uma deusa, uma louca
Uma feiticeira
Ela é demais
Quando beija minha boca
E se entrega inteira
Meu Deus!
Ela é demais...
Ela tem um brilho forte
Brilha feito estrela
Ah, eu adoro vê-la
Fazendo aquele amor
Que me enlouquece
Me embriaga
Me envolve inteiro
E me faz prisioneiro
Um louco sonhador...
Ela sabe me prender
Como ninguém
Tem seus mistérios
Sabe se fazer
Como ninguém
Meu caso sério...
Uma deusa, uma louca
Uma feiticeira
Ela é demais
Quando beija minha boca
E se entrega inteira
Meu Deus!
Ela é demais...
De me olhar nos olhos
Me despertando sonhos
Loucuras de amor
Ela tem um jeito doce
De tocar meu corpo
Que me deixa louco
Um louco sonhador...
Ela sabe me prender
Como ninguém
Tem seus mistérios
Sabe se fazer
Como ninguém
Meu caso sério...
Uma deusa, uma louca
Uma feiticeira
Ela é demais
Quando beija minha boca
E se entrega inteira
Meu Deus!
Ela é demais...
Ela tem um brilho forte
Brilha feito estrela
Ah, eu adoro vê-la
Fazendo aquele amor
Que me enlouquece
Me embriaga
Me envolve inteiro
E me faz prisioneiro
Um louco sonhador...
Ela sabe me prender
Como ninguém
Tem seus mistérios
Sabe se fazer
Como ninguém
Meu caso sério...
Uma deusa, uma louca
Uma feiticeira
Ela é demais
Quando beija minha boca
E se entrega inteira
Meu Deus!
Ela é demais...
Nas Tuas Mãos
As tuas mãos procuram-me na ansia de encontrarem o meu corpo e percorrem-no com a avidez e sede de quem atrevessa um árido deserto...
Percorrem-me, tocam-me e dedilham-me como se tocassem música num piano tranformando o meu corpo numa sinfonia sem fim...
Provocam arrepios multiplos de frio e calor que cessam na ponta dos teus dedos ao sentirem os meus poros em extâse...
As tuas mãos
seguem-me e guiam-me simultaneamente num vai e vem constante tatuando em mim
poemas de louca sedução...
Perscrutam pacientemente os sons que fazem soltar de mim um pedido incontido e imensurável de infindável de incessação...
As tuas mãos conhecem-me de cor... As tuas mãos conheço-as de cor...
Conheço-as em cada linha que leio e que percorro com a ponta dos meus dedos...
Perscrutam pacientemente os sons que fazem soltar de mim um pedido incontido e imensurável de infindável de incessação...
As tuas mãos conhecem-me de cor... As tuas mãos conheço-as de cor...
Conheço-as em cada linha que leio e que percorro com a ponta dos meus dedos...
Conheço o seu
toque quente e húmido na minha pele ansiosa de leitura...
Conheço a sua vontade e a sua direcção...
Conheço o caminho pelo qual me transportam para terras inalcansáveis, onde só nós dois nos permitimos existir...
Conheço o seu desejo que desagua em mim como uma cascata infindável de quereres, desejos e prazeres... lábios num desejo incontido...
Conheço a sua vontade e a sua direcção...
Conheço o caminho pelo qual me transportam para terras inalcansáveis, onde só nós dois nos permitimos existir...
Conheço o seu desejo que desagua em mim como uma cascata infindável de quereres, desejos e prazeres... lábios num desejo incontido...
E conduzo-as por cada milimetro que conheces de mim no qual te aventuras e mais ninguém vê...
As tuas mãos encantam-me fazendo de mim com o seu suave toque princesa das mil e uma noites...
Num vôo incessante, alada novamente, mergulho nelas para me perder eternamente.
As nossas mãos tocam-se e entrelaçam-se numa promessa perpétua...
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